Com recorde de público, Fluminense busca classificação na Sul-Americana

Noite de vaga e de recorde no Maracanã. O Fluminense enfrenta o Deportivo Cuenca hoje, às 19h30, com a possibilidade de perder por até um gol de diferença — já que venceu a primeira partida por 2 a 0 — para avançar às quartas de final da Sul-Americana. E apoio não vai faltar. Contra os equatorianos, os tricolores contarão com seu maior público no Rio em 2018.

Na última parcial divulgada pelo clube, mais de 30 mil ingressos haviam sido vendidos. A tendência é que este número seja ainda maior na hora do jogo. Mas, independentemente disso, já se estabeleceu o recorde do clube no ano em partidas no estado. A marca, até então, pertencia ao duelo contra o Botafogo, na final da Taça Rio, no Maracanã: 26.842 presentes.

O maior público do Fluminense em 2018, contudo, seguirá com o clássico Fla-Flu, disputado em Brasília, no primeiro turno do Brasileiro. Foram 60 mil presentes, número que não poderá ser alcançado, tendo em vista que a carga máxima de hoje (já considerando as gratuidades) é de 46.531, diz o Extra.

A festa só não será maior porque a Conmebol, organizadora da Sul-Americana, vetou as ações previstas pela torcida. Ontem, o grupo Convocação Tricolor, que assumiu a responsabilidade de organizar os festejos, anunciou que a entidade não permitiu o uso de sinalizadores e de pó de arroz nas arquibancadas. A ideia era que tanto a fumaça quanto o talco tivessem as cores do Tricolor. “O Fluminense nos ajudou como pôde, mas a festa não foi liberada”, diz um comunicado do grupo, que pede aos torcedores que levem balões para o estádio.

Esquema mantido

Se havia dúvida sobre o esquema que o técnico Marcelo Oliveira levaria a campo, Ibañez ajudou a desfazer. Ao defender o sistema com três zagueiros, o jogador deu a entender que ele será novamente utilizado hoje.

— A gente vem treinando forte esta semana para fazer com que os três zagueiros funcionem bem, o esquema parece ser muito bom — afirmou ele, que permanecerá no time titular caso o 3-5-2 seja confirmado: — A gente consegue se adaptar bem no campo e procura fazer o melhor, como fizemos em Quito (contra o Cuenca) e em Chapecó. Eu, Gum e Digão procuramos conversar bastante dentro do campo, procuramos fechar os espaços. Isso faz com que consigamos nos adaptar bem. Ajuda muito.

O esquema divide opiniões entre os tricolores. Embora tenha sido usado na maior parte do ano — foi utilizado por Abel Braga no primeiro semestre —, é mal visto por parte da torcida.

— Muita gente vê como mais defensivo. Eu vejo totalmente diferente, acho mais ofensivo ainda. Ataca com os dois laterais e chega com até sete jogadores no ataque. Vamos propor o jogo desde o início, manter a posse de bola — defendeu Ibañez.

Ontem, o lateral Léo e o volante Airton foram liberados do treino para resolver assuntos particulares. Mas estão relacionados.

04/10/2018

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