Escolas já podem se inscrever no Prêmio Respostas para o Amanhã 2018

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Repostas para o Amanhã, iniciativa da Samsung voltada para o ensino médio das escolas públicas de todo Brasil com o intuito de promover projetos inovadores em prol da sociedade. Estudantes e professores devem se inscrever até o dia 25 de julho, por meio do site https://respostasparaoamanha.com.br/

Com a integração das disciplinas Ciências, Matemática, Física e Biologia, os alunos, orientados por seus professores e em colaboração com seus colegas de turma, precisam identificar problemas na comunidade e desenvolver um projeto que contribua com uma solução simples e sustentável para melhorar o lugar onde vivem.

Os projetos serão desenvolvidos pelos alunos com o auxílio de até três professores, sendo o professor-coordenador obrigatoriamente da área das Ciências da Natureza ou da Matemática e disciplinas correlatas. Os grupos terão a seu dispor conteúdos como textos e vídeos educacionais, disponíveis no site do Respostas para o Amanhã.

Neste ano, o prêmio permanece com o mesmo sistema de seleção: fase regional, fase de votação online, que é aberta ao público, e a terceira fase, de seleção nacional pela banca julgadora.

Destaque alagoano

Com um forte viés social e ambiental, o projeto de alunos da Escola Estadual Tarcísio Soares Palmeira – extensão Roteiro – foi o representante alagoano entre os 25 vencedores regionais e finalistas do prêmio em 2017. O estudo alagoano também foi agraciado com uma menção honrosa na premiação final do evento, em dezembro passado. 

O projeto consiste na produção de um bloco de construção civil a partir das cascas dos mariscos descartadas às margens da Lagoa do Roteiro. Um dos principais sistemas estuarinos do Estado, a Lagoa do Roteiro é fonte de vida para centenas de famílias que sobrevivem da pesca do maçunim, sururu e peixes. As cascas, quando descartadas de forma indevida, geram necrochorume que prejudica o subsolo.

Coube aos alunos, sob a orientação da professora Flávia dos Santos, encontrar um novo destino para estas cascas, produzindo blocos que, além de serem ecológicos, são mais consistentes e resistentes que os blocos tradicionais, por serem ricos em cálcio, o que os deixa com menos porosidade. “Além disso, possuem um custo de produção menor que os convencionais”, disse Flávia.

A diretora Rosa Gouveia falou sobre a premiação conquistada no ano passado e destaca a importância do prêmio. “Ter um projeto reconhecido por instituições como a Samsung, Cenpec, Reduca, Unesco, Consed foi algo especial e nos mostrou que estávamos no caminho certo. Estar na premiação em São Paulo foi um momento muito enriquecedor, pois compartilhamos experiências com escolas de todo o Brasil e percebemos que todos estamos lutando pela melhoria da educação no país”, declarou a gestora.

Ascom – 03/04/2018

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